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	<title>b2b - Alisson Lima</title>
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	<title>b2b - Alisson Lima</title>
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		<title>Como usar conteúdo para gerar MQLs em B2B</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alisson]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 18:32:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conteúdo]]></category>
		<category><![CDATA[Growth]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing]]></category>
		<category><![CDATA[b2b]]></category>
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		<category><![CDATA[marketing B2B]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se você é gestor de marketing em uma empresa B2B, provavelmente já viveu esta cena. O dashboard mostra um número bonito de leads no mês. O time comemora. Aí chega o relatório de vendas e o discurso muda. &#8220;Esses leads...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Se você é gestor de marketing em uma empresa B2B, provavelmente já viveu esta cena. O dashboard mostra um número bonito de leads no mês. O time comemora. Aí chega o relatório de vendas e o discurso muda. &#8220;Esses leads não estão prontos. Não têm fit. Não respondem o telefone.&#8221;</p>
<p>Essa distância entre volume de leads e geração de MQLs é o problema mais caro do funil B2B atual. E, na minha experiência consultando empresas que vendem ticket alto, ele quase nunca é resolvido com mais mídia paga ou com um novo formulário no site. É resolvido com conteúdo. Mas não qualquer conteúdo. Conteúdo desenhado especificamente para fazer o lead avançar do estágio de curiosidade para o estágio de intenção.</p>
<p>Neste guia, vou destrinchar o método que aplico com meus clientes para transformar produção de conteúdo em uma máquina previsível de MQLs. Você vai entender o que define um MQL de verdade, como mapear conteúdo por estágio do funil, quais formatos performam melhor em B2B em 2026, como usar SEO e GEO juntos, e como medir o que realmente importa.</p>
<p>A leitura é longa. Foi feita para ser referência, não scroll rápido. Salve o link, compartilhe com seu time e volte sempre que precisar revisitar a estratégia.</p>
<h2><strong>O que é MQL (e por que sua definição precisa ser revisada antes de qualquer coisa)</strong></h2>
<p>MQL significa Marketing Qualified Lead, ou seja, lead qualificado pelo marketing. Na prática, é o contato que demonstrou comportamento e atributos suficientes para sinalizar que tem chance real de virar oportunidade comercial.</p>
<p>A diferença entre lead e MQL é o ponto onde a maioria das empresas se enrola. Lead é qualquer pessoa que entregou um e-mail. MQL é a pessoa que entregou um e-mail, baixou três materiais, abriu seu fundo de funil, está na empresa do tamanho certo e no cargo certo. Sem essa distinção, marketing e vendas vão brigar todo trimestre.</p>
<p>Antes de discutir conteúdo, sente com seu time de vendas e responda três perguntas:</p>
<ol>
<li>Qual o perfil firmográfico mínimo para ser MQL na nossa operação? Tamanho de empresa, segmento, faturamento, número de funcionários.</li>
<li>Qual o perfil de cargo aceito? Quem decide, quem influencia, quem usa.</li>
<li>Qual o nível de engajamento mínimo? Quantos materiais consumidos, quais páginas visitadas, qual frequência.</li>
</ol>
<p>Sem essas três respostas alinhadas e por escrito, qualquer estratégia de conteúdo vira um tiro no escuro. Eu costumo dizer aos meus clientes que MQL não é um troféu que o marketing entrega para vendas. É um contrato de trabalho entre as duas áreas. Pesquisa da <a href="https://www.gartner.com/en/marketing">Gartner</a> mostra que compradores B2B passam apenas 17% do tempo de jornada interagindo com fornecedores potenciais. Os outros 83% estão consumindo conteúdo. Quem domina esse tempo, domina a definição do MQL.</p>
<h2><strong>Por que o conteúdo é o motor mais previsível de geração de MQLs em B2B</strong></h2>
<p>Quando comecei a atuar como consultor de marketing, ainda dava para gerar MQL barato no Google Ads e no LinkedIn. Hoje o jogo mudou. CPL no LinkedIn Ads para mercados competitivos passa fácil dos R$ 500. CPC em Google Ads para palavras-chave bottom of funnel chega a triplicar a cada dois anos.</p>
<p>Conteúdo orgânico bem feito não substitui mídia paga, mas resolve um problema que mídia paga não resolve sozinha: confiança. O comprador B2B atual não converte por impulso. Ele lê, compara, salva no Notion, manda para um colega, pergunta no Slack, assiste a um vídeo de quinze minutos no YouTube. Só depois disso ele preenche um formulário.</p>
<p>Pesquisa do <a href="https://www.demandgenreport.com/">Demand Gen Report</a> aponta que 47% dos compradores B2B consomem entre três e cinco peças de conteúdo antes de falar com um vendedor. Outro estudo do <a href="https://contentmarketinginstitute.com/">Content Marketing Institute</a> mostra que 73% das empresas B2B usam marketing de conteúdo de forma estratégica. A questão não é se você vai produzir conteúdo. É se o seu conteúdo vai ser o escolhido nessa rotina de pesquisa silenciosa.</p>
<p>E aqui mora a diferença entre quem gera lead e quem gera MQL. Lead é volume. MQL é intenção. Conteúdo que gera MQL é aquele que fala com a dor específica de quem já entendeu o problema e está agora avaliando soluções.</p>
<h2><strong>Os três estágios do funil de conteúdo para gerar MQLs</strong></h2>
<p>Antes de listar formatos e táticas, é fundamental entender que MQL não nasce do nada. Ele é resultado de uma jornada. Eu trabalho com a divisão clássica de funil em três estágios, mas com uma adaptação prática que funciona muito bem para B2B.</p>
<h3><strong>Topo de funil (TOFU): atrair quem ainda não sabe que tem o problema</strong></h3>
<p>Aqui o objetivo não é gerar MQL. É gerar audiência relevante. Conteúdo de TOFU responde perguntas amplas, ataca dores genéricas e estabelece autoridade.</p>
<p>Exemplos que aplico:</p>
<ul>
<li>Artigos respondendo &#8220;o que é&#8221;, &#8220;como funciona&#8221;, &#8220;por que&#8221;.</li>
<li>Posts de tendências e benchmarks de mercado.</li>
<li>Vídeos curtos no LinkedIn explicando conceitos.</li>
<li>Pesquisas próprias com dados originais.</li>
</ul>
<p>A métrica que importa aqui é tráfego qualificado, não conversão. Quem quer arrancar MQL no TOFU está empurrando o comprador para uma decisão que ele ainda não está pronto para tomar.</p>
<h3><strong>Meio de funil (MOFU): converter audiência em lead identificado</strong></h3>
<p>No meio de funil, a pessoa já sabe que tem o problema e está buscando alternativas. É aqui que entra o conteúdo gated, ou seja, com formulário.</p>
<p>Materiais que funcionam bem nessa etapa:</p>
<ul>
<li>Ebooks com benchmarks setoriais.</li>
<li>Templates editáveis e calculadoras.</li>
<li>Webinars com especialistas.</li>
<li>Estudos de caso por segmento.</li>
<li>Comparativos entre soluções.</li>
</ul>
<p>A meta no MOFU é capturar dado e marcar o lead com base no que ele consumiu. Quem baixou um comparativo de soluções está mais avançado que quem baixou um ebook introdutório. Esse rastro de comportamento é a matéria-prima do lead scoring.</p>
<h3><strong>Fundo de funil (BOFU): transformar lead engajado em MQL/SQL</strong></h3>
<p>No fundo de funil, o conteúdo precisa fazer o lead se identificar com a solução específica. Aqui é onde o MQL nasce.</p>
<p>Formatos que aplico:</p>
<ul>
<li>Demonstrações guiadas e tours interativos.</li>
<li>Cases detalhados com resultados financeiros.</li>
<li>Comparativos diretos com concorrentes.</li>
<li>Calculadoras de ROI personalizáveis.</li>
<li>Checklists de pré-implementação.</li>
</ul>
<p>Quando um lead consome BOFU repetidamente, o sinal é claro. Ele está pronto para conversar. Esse é o gatilho do MQL.</p>
<h2><strong>Como mapear conteúdo por estágio: o método dos três pilares</strong></h2>
<p>Na hora de operacionalizar, eu uso uma abordagem simples que funciona em qualquer operação B2B. Chamo de método dos três pilares: dor, solução e prova.</p>
<p><strong>Pilar dor:</strong> todo o conteúdo que descreve, dimensiona e explora o problema do cliente. Esse pilar alimenta o TOFU.</p>
<p><strong>Pilar solução:</strong> conteúdo que explica como o problema é resolvido, com diferentes abordagens possíveis. Esse pilar alimenta o MOFU.</p>
<p><strong>Pilar prova:</strong> conteúdo que mostra o problema sendo resolvido por empresas reais, com sua marca como protagonista. Esse pilar alimenta o BOFU e converte em MQL.</p>
<p>Quando você organiza a produção em torno desses três pilares, o conteúdo deixa de ser uma lista aleatória de pautas e vira um sistema. Cada peça publicada serve a um pilar, e cada pilar alimenta um estágio do funil. Essa lógica é simples, mas a maioria dos times de marketing B2B que avalio nunca a aplicou.</p>
<h2><strong>Os formatos de conteúdo que mais geram MQLs em 2026</strong></h2>
<p>Vou compartilhar agora os formatos que vejo gerando os melhores resultados em conversão de lead em MQL nas operações que acompanho. Não é teoria de livro. É recorte de prática.</p>
<h3><strong>Calculadoras e ferramentas interativas</strong></h3>
<p>O lead que usa uma calculadora de ROI ou uma ferramenta de diagnóstico está, na prática, vivendo a sua proposta de valor antes mesmo de falar com um vendedor. Esses formatos têm taxa de conversão de visitante em lead cinco a dez vezes maior que ebooks tradicionais, segundo dados que monitoro nos meus projetos. E o lead capturado já chega com uma noção clara de fit.</p>
<h3><strong>Estudos de caso bem construídos</strong></h3>
<p>Caso bem construído tem três elementos: contexto realista, números antes e depois, e processo replicável. Quando o lead se enxerga no contexto e quantifica o ganho potencial, a conversão em MQL acontece quase naturalmente.</p>
<h3><strong>Pesquisas próprias e benchmarks setoriais</strong></h3>
<p>Esse é o formato mais subestimado em B2B. Produzir uma pesquisa anual com seu nicho gera autoridade, gera backlinks, gera mídia espontânea e atrai o lead exato que você quer. A <a href="https://www.hubspot.com/state-of-marketing">HubSpot Research</a> construiu boa parte da sua autoridade em cima dessa estratégia.</p>
<h3><strong>Webinars com convidados estratégicos</strong></h3>
<p>Webinar com convidado certo dobra a taxa de inscrição. Quando o convidado é cliente atual ou referência reconhecida no setor, ela serve simultaneamente como conteúdo, prova social e ativação de rede.</p>
<h3><strong>Conteúdo de comparação direta</strong></h3>
<p>Postagens do tipo &#8220;X versus Y&#8221; e &#8220;alternativas a Z&#8221; capturam o lead exatamente no momento de avaliação ativa. São formatos que muita empresa B2B evita por timidez competitiva, mas que dominam ranqueamento BOFU e geram MQL com taxa de conversão impressionante.</p>
<h2><strong>Lead scoring: como o conteúdo vira pontuação que define o MQL</strong></h2>
<p>A ponte entre conteúdo e MQL é o lead scoring. Sem ele, sua operação confunde curiosidade com intenção.</p>
<p>Lead scoring é um sistema de pontuação que mede dois eixos simultaneamente.</p>
<p><strong>Pontuação de perfil:</strong> atributos firmográficos como tamanho de empresa, cargo, segmento, localização. Esses dados costumam vir do formulário de captura ou de enriquecimento via ferramentas como Clearbit, Apollo ou ZoomInfo.</p>
<p><strong>Pontuação de comportamento:</strong> ações tomadas pelo lead. Aqui o conteúdo é o protagonista. Cada interação rende pontos.</p>
<p>Um modelo simples que costumo recomendar para empresas iniciando essa estrutura:</p>
<ul>
<li>Visitar página de preços: 15 pontos.</li>
<li>Baixar estudo de caso: 12 pontos.</li>
<li>Assistir webinar até o final: 10 pontos.</li>
<li>Baixar ebook MOFU: 8 pontos.</li>
<li>Abrir três e-mails consecutivos: 5 pontos.</li>
<li>Visitar blog post TOFU: 2 pontos.</li>
</ul>
<p>Quando o lead acumula uma pontuação combinada de perfil e comportamento que cruza um limite estabelecido, ele vira MQL. O limite varia por operação, mas a lógica é universal. Você precisa de pontos suficientes nos dois eixos. Lead com perfil ideal mas comportamento zero não é MQL. Lead com comportamento alto mas perfil errado também não é.</p>
<p>Plataformas como <a href="https://www.hubspot.com/">HubSpot</a>, <a href="https://www.rdstation.com/">RD Station</a> e <a href="https://www.marketo.com/">Marketo</a> automatizam essa pontuação. Mas, na prática, o que mais derruba operações é falta de critério, não falta de ferramenta.</p>
<h2><strong>SEO e GEO: como ser encontrado em mecanismos tradicionais e em IA generativa</strong></h2>
<p>Aqui entra um tema que mudou completamente nos últimos dois anos. Antes, otimizar conteúdo era basicamente fazer SEO para Google. Hoje, é preciso pensar simultaneamente em SEO clássico e em GEO, ou Generative Engine Optimization, que é a otimização para mecanismos de busca baseados em IA generativa como ChatGPT, Perplexity, Google AI Overviews, Gemini e Claude.</p>
<p>O comportamento de busca do comprador B2B mudou. Ele agora alterna entre busca tradicional e perguntas para IA. Pesquisa da <a href="https://www.searchenginejournal.com/">Search Engine Journal</a> já apontava em 2025 que mais de 30% dos profissionais B2B usavam IA generativa como primeira parada de pesquisa antes de ir para o Google.</p>
<p>Para SEO clássico, as bases continuam valendo:</p>
<ul>
<li>Pesquisa de palavra-chave com volume e intenção.</li>
<li>Estrutura de heading clara com H1 único e H2/H3 hierárquicos.</li>
<li>Title tag e meta description otimizados.</li>
<li>Linkagem interna entre conteúdos do mesmo cluster.</li>
<li>Backlinks de portais de autoridade.</li>
</ul>
<p>Para GEO, as boas práticas que aplico nos meus conteúdos são:</p>
<ul>
<li>Estruturar respostas diretas em parágrafos curtos no início das seções, antes do desenvolvimento.</li>
<li>Usar citações claras de fontes confiáveis para que a IA reconheça autoridade.</li>
<li>Trabalhar perguntas longas e específicas como subtítulos, capturando intenção real de busca em IA.</li>
<li>Manter dados próprios e originais, que são especialmente valorizados por modelos generativos como referência única.</li>
<li>Adicionar marcação Schema (FAQ, Article, HowTo) para reforçar contexto estruturado.</li>
</ul>
<p>A combinação entre SEO e GEO é o que garante que seu conteúdo gere MQL hoje e continue gerando nos próximos anos, quando uma boa parte do tráfego vai migrar para respostas diretas geradas por IA.</p>
<p><strong>Distribuição: por que produzir conteúdo não é suficiente</strong></p>
<p>Eu repito isso para todo cliente. Conteúdo que ninguém vê não gera MQL. Distribuição é parte da estratégia, não pós-produção.</p>
<p>Os canais que mais entregam MQL nas operações B2B que acompanho são, em ordem de eficiência:</p>
<p><strong>Busca orgânica (SEO + GEO)</strong></p>
<p>É o canal de maior previsibilidade no longo prazo. Cada peça de fundo de funil bem ranqueada gera MQL todo mês, sem custo incremental. Mas exige paciência. Os primeiros resultados consistentes começam entre o sexto e o décimo mês.</p>
<p><strong>LinkedIn orgânico</strong></p>
<p>Para B2B, o LinkedIn é insubstituível. Posts com angle de autoridade, comentários estratégicos em discussões do nicho e publicação consistente de pessoas reais (não da página corporativa) trazem tráfego altamente qualificado. O comprador que clica no seu link a partir do LinkedIn já chega aquecido.</p>
<p><strong>E-mail marketing segmentado</strong></p>
<p>Lista de e-mail é o ativo mais subestimado. Sequência de nutrição bem desenhada por estágio de funil converte lead frio em MQL com taxa muito superior a campanhas pagas. Pesquisa do <a href="https://www.litmus.com/">Litmus</a> mostra ROI médio de 36 dólares para cada dólar investido em e-mail marketing bem segmentado.</p>
<p><strong>Podcast e vídeo no YouTube</strong></p>
<p>Podcast de nicho é o motor de relacionamento mais poderoso para B2B. Cada convidado vira distribuidor da sua marca. Cada episódio vira ativo evergreen no YouTube.</p>
<p><strong>Comunidades</strong></p>
<p>Comunidade própria é o sonho. Comunidade alheia bem trabalhada é o atalho. Slack groups, fóruns setoriais, eventos online recorrentes. O comprador B2B confia mais no que um par diz do que no que um vendedor promete.</p>
<p><strong>Como construir um plano editorial focado em MQL</strong></p>
<p>Construir plano editorial sem clareza de funil é desperdício. Quando trabalho com um cliente, monto o calendário com a seguinte proporção, que ajusto conforme o estágio da operação:</p>
<ul>
<li>50% topo de funil para construir audiência.</li>
<li>30% meio de funil para capturar lead.</li>
<li>20% fundo de funil para gerar MQL.</li>
</ul>
<p>Esse mix muda. Operação madura com tráfego alto pode investir mais em fundo de funil. Operação iniciando precisa de mais topo. O importante é a proporcionalidade, não o número absoluto.</p>
<p>Outro ponto que defendo nas consultorias é frequência sustentável. Publicar três conteúdos excelentes por mês com consistência por dois anos vence publicar dez conteúdos medianos por mês durante seis meses. Conteúdo de geração de MQL é jogo de capitalização, não de explosão.</p>
<h2><strong>Métricas que importam de verdade na operação</strong></h2>
<p>Se você acompanha apenas tráfego e número de leads, está cego. As métricas que conectam conteúdo a MQL e a receita são outras.</p>
<ul>
<li>Taxa de conversão de visitante em lead, por peça de conteúdo.</li>
<li>Taxa de conversão de lead em MQL, por origem de conteúdo.</li>
<li>Tempo médio entre primeira visita e MQL.</li>
<li>Custo por MQL por canal.</li>
<li>Taxa de aceitação de MQL pelo time de vendas (SAL).</li>
<li>Taxa de conversão de MQL em SQL e em cliente.</li>
<li>Receita influenciada por conteúdo.</li>
</ul>
<p>Quando você consegue mapear a peça de conteúdo que originou cada MQL, e cada cliente fechado, a discussão sobre orçamento de marketing muda completamente. Marketing deixa de ser custo e vira investimento mensurável.</p>
<h2><strong>Os erros mais comuns que vejo na geração de MQL com conteúdo</strong></h2>
<p>Em mais de uma década consultando empresas, alguns erros se repetem com frequência impressionante. Listo aqui os principais para que você possa evitar.</p>
<p><strong>Misturar todos os leads em um balde só.</strong> Tratar visitante de blog post TOFU igual a alguém que pediu demonstração é o erro número um. Sem segmentação, não existe MQL.</p>
<p><strong>Produzir conteúdo apenas para palavras-chave de TOFU.</strong> É confortável, traz tráfego, mas não gera MQL. Conteúdo BOFU dá menos tráfego e gera mais receita.</p>
<p><strong>Ignorar a pesquisa com clientes atuais.</strong> Os melhores temas de conteúdo BOFU vêm de transcrições de calls com vendas e entrevistas com clientes recentes. Use esse material.</p>
<p><strong>Tratar gated content como única forma de captura.</strong> Em 2026, oferecer formulários demais quebra a confiança. Use gated apenas para materiais de alto valor percebido.</p>
<p><strong>Não revisar o conteúdo antigo.</strong> Conteúdo evergreen precisa de manutenção. Atualize dados, links, exemplos, ano. Reranqueamento de conteúdo antigo é o ROI mais alto que existe.</p>
<p><strong>Esquecer que conteúdo é construído por pessoas, não por marcas.</strong> Em B2B, o lead confia em rosto, voz e ponto de vista. A página corporativa amplifica. Quem cria reputação são as pessoas. O lead que conhece você antes do produto chega no formulário com a decisão quase tomada.</p>
<h2><strong>Como acelerar a geração de MQLs nos próximos 90 dias</strong></h2>
<p>Se você está lendo isso e quer um plano prático de execução para os próximos três meses, esse é o roteiro que aplico em diagnósticos rápidos.</p>
<p><strong>Primeiros 30 dias:</strong> alinhar definição de MQL com vendas, fazer auditoria de conteúdo existente classificando cada peça por estágio de funil, identificar gaps no fundo de funil e implementar lead scoring básico.</p>
<p><strong>30 a 60 dias:</strong> produzir três peças de fundo de funil estratégicas, sendo um comparativo, um estudo de caso e uma calculadora ou ferramenta interativa. Configurar sequência de nutrição automatizada para leads de meio de funil. Iniciar publicação consistente em LinkedIn.</p>
<p><strong>60 a 90 dias:</strong> medir resultados, ajustar lead scoring com base em comportamento real, expandir distribuição via parcerias e convidados, reestruturar páginas de captura com base em dados de conversão.</p>
<p>Esse ciclo de 90 dias, executado com disciplina, costuma dobrar a quantidade de MQL gerada via conteúdo nas operações que acompanho. Não é mágica. É método.</p>
<h2><strong>Encerrando o raciocínio: conteúdo como ativo, não como tarefa</strong></h2>
<p>Tem uma frase que eu gosto de repetir nas mentorias. Conteúdo é ativo. Tarefa é tudo o que você precisa fazer hoje porque ontem não foi feito. Ativo é tudo o que vai trabalhar para você nos próximos cinco anos.</p>
<p>Quando uma empresa B2B trata conteúdo como tarefa, ela publica para preencher cronograma. Quando trata como ativo, cada peça é pensada para gerar tráfego, capturar lead e qualificar até virar MQL ao longo do tempo. A diferença de retorno entre as duas mentalidades é absurda.</p>
<p>Se você quer construir uma operação de marketing que gera MQL de forma previsível, escalável e cada vez mais barata por unidade, conteúdo é o caminho mais sólido que existe em 2026. E vai continuar sendo nos próximos anos, com adaptações naturais para SEO, GEO e novos formatos que vão surgir.</p>
<p>Comece pelo alinhamento da definição de MQL com vendas. Depois mapeie seus pilares de conteúdo. Implemente lead scoring. Produza com consistência. Distribua em múltiplos canais. Meça o que importa. E ajuste sempre que os dados pedirem.</p>
<h2><strong>Continue acompanhando o que faço sobre marketing B2B</strong></h2>
<p>Esse foi um recorte do que aplico todos os dias com clientes. Se você quer continuar recebendo conteúdos como esse, com método, dados e exemplos práticos para gerar mais MQL e crescer sua operação de marketing B2B, assine minha newsletter aqui no blog. Toda semana eu compartilho um insight novo, um case que acompanhei ou uma ferramenta que tenho testado.</p>
<p>O post <a href="https://alissonlima.me/blog/como-usar-conteudo-para-gerar-mqls-em-b2b/">Como usar conteúdo para gerar MQLs em B2B</a> apareceu primeiro em <a href="https://alissonlima.me">Alisson Lima</a>.</p>
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